Mostrando postagens com marcador anos 70. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos 70. Mostrar todas as postagens
20 agosto 2011
29 abril 2011
26 abril 2009
Anos 70
25 março 2009
Trench Coat
Casaco oitocentista em estilo militar, com dragonas e uma pala dupla nos ombros. No século XX, a versão civil do casaco de soldado da primeira guerra mundial tornou-se conhecida como trenchcoat. Feito de de lã leve ou misturada a algodão, é usado como capa de chuva ou como sobretudo (1).
Ele nasceu nas trincheiras da primeira guerra mundial, feito sob encomenda para a Força aérea Britânica pela grife inglesa Burberry. Entre as mulheres, seu caimento impecável virou mania depois de 1960, quando Marilyn Monroe exibiu ao mundo um exemplar impermeável e prático em Adorável Pecadora(2). De lá para cá, entra inverno, sai inverno, o trench continua sendo a cobertura ideal.
(1)OHara, G. Enciclopédia da Moda.SP: Companhia das Letras,1992
(2) Revista Estilo, junho de 2004
Imagem:
Trenchcoat Laranja Mecânica, anos 70
Meia calça de lurex
Lenço de algodão
12 março 2009
Metáfora de Liberdade: Leila Diniz

Imagino como tenha sido os anos 70, década em que nasci, as minhas lembranças seguem por um fio de cores vibrantes, rostos morenos, cabelos por cortar e a sensação de que o Rio era o melhor lugar do mundo.
O Rio gozava de ser a capital cultural do país e em Ipanema fazia-se uma revolução comportamental. De lá saíram as primeiras butiques do Brasil , o Pasquim que inovou a imprensa brasileira, Hélio Oiticica e seus parangolés e Leila Diniz. A atriz gozava de um enorme carisma e de uma ousadia ainda maior.
Estamos falando de uma época que a lei dizia o seguinte: não serão toleradas as publicações e exteriorizações contrárias à moral e aos bons costumes (decreto lei n. 1077 de 26/01/1970), sei lá, de repente a sua roupa pode atentar contra à moral e aos bons costumes!
Nesse tempo Leila Diniz não tinha papas na língua, seu único compromisso era com ela mesma, não tinha medo de ser livre.
Ela deu uma entrevista ao Pasquim (n.22, 1969) falando sobre sua vida. A entrevista gravada não passava por nenhum tipo de censura dentro do jornal, somente transcreviam o que estava gravado, porém havia a censura do governo e então os palavrões, que faziam parte do vocabulário de Leila, foram substituiudos por asteriscos, ficando todos muito evidentes. Ela também falou abertamente sobre sua vida sexual.
A repercussão foi enorme, jornais, revistas, TV, todos falavam de Leila. Para ela ficou o prejuízo: contrato rompido pela TV Globo, os militares tentaram bani-la da televisão brasileira e ainda teve que ir à polícia para se explicar.
Com esse episódio Leila Diniz se tornou nacionalmente conhecida e muitas outras Leilas nasceriam desse encontro.
Em agosto de 1971, Leila Diniz, estava grávida e muito feliz. Ela adorava o sol, era "uma mulher solar", foi à praia aquele dia a fim de aproveitar todos os raios solares em seu corpo, foi fotografada grávida com um sumário biquíni e novamente ela chocava a sociedade e mudava o comportamento das mulheres de seu tempo.
Naquele período a moda praia para grávidas era uma batinha costurada à parte de cima do biquíni ou o velho maiô, que era consideravelmente grande, que transformava os mais belos corpos do mundo em balões assexuados. A mulher grávida era imaculada, havia algo de Maria nelas e não um corpo moreno, lindo, sexual, se banhando de sol.
Lembro-me da minha professora de sociologia, Liliane Sobron, me contando que no mesmo ano ela também estava grávida, mas na cidade de Assis, interior de SP, e que ela vestiu um biquíni e foi ao clube da cidade e foi discriminada, mas de forma alguma se intimidou, se sentia um pouco Leila com coragem suficiente para revolucionar a sua vida.
Infelizmente Leila nos deixou cedo demais, sete meses depois do nascimento de sua filha, morreu em desastre de avião quando voltava de um festival de cinema na Austrália, tinha apenas 27 anos. Ela foi sem dúvida uma revolucionária que mudou padrões de comportamento, influenciou gerações, prova disso é que no verão de 1972 as mulheres brasileiras, grávidas, passaram ir à praia vestindo biquíni, exibindo seu corpos solares.
Livros consultados:
Castro, Ruy. Ela é carioca: uma enciclopédia de Ipanema. São Paula: Companhia das Letras, 1999.
Leila Diniz: Filmes, homenagens, Histórias. Centro Cultural Banco do Brasil.
26 janeiro 2009
Vestido Tropicália
Ultimamente tudo que nos pareça minimamente exclusivo parece que nos faz especial, seja, no atendimento, na embalagem, no cafezinho da loja que entramos, etc. É como se de alguma forma quiséssemos ser únicos ou melhor queremos compor nossa singularidade em um mundo de padronizações e representações.
Algo curioso vem acontecendo desde que coloquei o vestido Tropicália à venda na Que Chuchu! Tenho que confessar que esse vestido sempre foi um dos meus xodós, por quantas vezes essa estampa me inspirou... pois bem, no mesmo dia que o coloquei na loja ele foi vendido. Desde então recebo mensagens lamentando a sua venda e acabo de receber uma série muito interessante: a primeira mensagem era uma dúvida, minha querida cliente não conseguia efetivar a venda ( eu não havia colocado a tarja indicando a venda), expliquei que o vestido já estava vendido, ela então me perguntou quando chegaria mais, expliquei que seria praticamente impossível pois se tratava de um vestido dos anos 70 e tudo mais, ela me passou a última mensagem em tom premonitório: Se vocês não colocarem roupas que tenham várias cópias essa loja logo irá falir!
Vamos esperar.
Agora me desculpem, Mariana, Carolina, Daniella, Patrícia, Vanete, Ana e mais alguém que esqueci mas... quem comprou primeiro foi a Adriana e é ela que vai matar as amigas de inveja!!!
Algo curioso vem acontecendo desde que coloquei o vestido Tropicália à venda na Que Chuchu! Tenho que confessar que esse vestido sempre foi um dos meus xodós, por quantas vezes essa estampa me inspirou... pois bem, no mesmo dia que o coloquei na loja ele foi vendido. Desde então recebo mensagens lamentando a sua venda e acabo de receber uma série muito interessante: a primeira mensagem era uma dúvida, minha querida cliente não conseguia efetivar a venda ( eu não havia colocado a tarja indicando a venda), expliquei que o vestido já estava vendido, ela então me perguntou quando chegaria mais, expliquei que seria praticamente impossível pois se tratava de um vestido dos anos 70 e tudo mais, ela me passou a última mensagem em tom premonitório: Se vocês não colocarem roupas que tenham várias cópias essa loja logo irá falir!
Vamos esperar.
Agora me desculpem, Mariana, Carolina, Daniella, Patrícia, Vanete, Ana e mais alguém que esqueci mas... quem comprou primeiro foi a Adriana e é ela que vai matar as amigas de inveja!!!
20 janeiro 2009
03 janeiro 2009
Pretinho Básico
Surgido na década de 20, o vestido pretinho inspirou-se nas linhas simples da camisa íntima. Transformou-se na indumentária base dos coquetéis, essencial no guarda-roupa femininodos anos 50. Muito promovido por Chanel e Molyneux nas décadas de 20 e 30, o pretinho tornou-se um clássico.(OHara, G. Enciclopédia da Moda.SP: Companhia das Letras,1992)
Foto: Aledyson MarquesVestido Vintage anos 1970
Tecido: 100% poliéster
Marca: Apeninos/ Ind. Brasileira- SP
Defeitos: não há
Estado: Excelente
Tamanho:46
Assinar:
Postagens (Atom)


